Inteligência artificial nas telecomunicações

Inteligência artificial nas telecomunicações

A tecnologia no setor de telecomunicações está em permanente evolução.

Nesse momento, um dos movimentos mais promissores é a adoção de sistemas de inteligência artificial em combinação com sistemas de dados geoespeciais, o que vem se chamando de “IA geoespacial”.

Nessa tecnologia, os denominados “machine learning” e “deep learning” da inteligência artificial serão ferramentas úteis para a análise de dados geoespaciais. Serão capazes de identificar, nas imagens via satélite, objetos e ambientes com riqueza de detalhes e de modo bastante prático. Quando criadas, as técnicas de “deep learning” foram concebidas para reproduzir o complexo sistema de processamento do cérebro humano.

Na medida em que evolui o sistema computacional, a inteligência artificial deve facilitar a automatização de worksflows (fluxos de trabalho), em decisões sobre arquivamento de dados de alto desempenho e taxas de transferência de dados e em etapas do processo como a preparação dos dados e desenvolvimento de modelos usarão inteligência artificial para negociar transferências entre os diversos sistemas, como CPUs de uso geral e CPUs especializadas.

Algumas empresas de equipamentos estão investindo em sistemas de inteligência artificial para aumentar a precisão do posicionamento das antenas em terra. Combinando duas ou mais antenas, o sistema será capaz de detectar condições meteorológicas ruins na rota de uma antena, e direcionar outra antena antes que a transmissão seja afetada.

No Brasil, uma das grandes inovações do setor nos últimos anos é a expansão da tecnologia satelital em banda KA. A internet satelital — considerada por muito tempo um produto caro — atualmente vem ganhando mercado, atendendo clientes não só nas zonas rurais como também em zonas urbanas e sendo uma importante ferramenta para a inclusão digital e o 5G.

* Leandro Giovanaz é diretor-presidente da Transat Telecomunicações